Ultimamente ninguém tem comentado, talvez ninguém tenha lido, mas calma, não vou armar outra crise! O que importa é que estou gostando de postar meus pensamentos aqui de vez em quando, sem pressão, sem obrigação, just for fun!
Fiquei revoltada ontem. Tive muitos motivos... estava num hospital público aguardando para uma consulta que no fim descobri que não precisava fazer SE AO MENOS alguém da recepção tivesse gastado tempo suficiente para me ouvir e me informar! ANYWAY, isso já seria motivo suficiente para me revoltar, mas não foi isso que me trouxe revolta, não. Nas 2 horas que fiquei esperando (outro motivo que poderia me revoltar, mas ainda não foi isso), li toda Veja dessa semana (algo que quase nunca faço). Fiquei pasma com o que li.
Numa reportagem sobre ética da sociedade x ética política haviam vários itens de certo x errado na ética cotidiana. Era uma reportagem boa até que encontrei isso:
"Eu apanhei dos meus pais e me tornei um adulto psicologicamente normal, um bom marido e um profissional correto. Isso me diz tudo o que preciso saber sobre dar umas palmadas nos meus próprios filhos." Certo?
Não. Castigos físicos deseducam.
Bom, fiquei um pouquinho revoltada, já que minha educação e de tantos outros como eu provam o contrário, assim como a educação de muitos que não apanharam provam como umas boas palmadinhas fizeram falta.
Mas fora a questão de opinião própria, e que cada um deve ter sua convicção para educar seus próprios filhos, desde quando correção disciplinar física virou anti-ética? Ah, acho que foi desde que virou comum adolescentes matarem seus pais, professores e colegas!
Acho que a verdadeira pergunta ética seria:
"Eu não apanhei dos meus pais e me tornei um adulto psicologicamente normal, um bom marido e um profissional correto. Isso me diz tudo o que preciso saber sobre não dar umas palmadas nos meus próprios filhos." Certo? Não. Ausência de castigos físicos deseducam.
É ou não é?
Mas minha revolta não foi completa até que li isso:
Um colega de classe invariavelmente leva 'cola' em dias de prova. O correto é delatá-lo?
Não. Na cultura brasileira delatar é pior do que colar.
Nem vou falar muito, mas que cultura é essa que encobre os erros pequenos (isso é, nos EUA colar não é considerado erro pequeno, mas grande falha de caráter) e depois quer tentar justiça entre os políticos corruptos!?
Eu não sei. Sinto muito se nossa cultura ainda tiver falhas tão grandes, mas espero que seja uma falha dos escritores da Veja e não da nossa sociedade em geral!
Tenho ou não o direito de estar revoltada?
quinta-feira, 30 de março de 2006
segunda-feira, 27 de março de 2006
ESPAÇO INTERNO
Acho que meu coração tem um tamanho específico, inegociável, com um espaço determinado que, assim como a lei da física determina, só cabe o equivalente a esse espaço ou menos.
Também é assim com meu tempo, com meus pensamentos, com minha atenção, com minha memória, meus sentimentos, socialidade*, carinho, enfim, com todo meu "eu".
É por isso que muitas vezes a palavra "sobrecarregada" me define bem.
São aqueles momentos quando a oferta já se esgotou e ainda há demanda.
Já não tenho nada a oferecer e os pedidos não param de chegar.
Vejo pessoas que parecem sacos sem fundo nessas áreas, nunca parecem cheias, nunca esgotam.
Vejo outras que pelo contrário esgotaram quando eu ainda tinha um longo caminho a percorrer.
Por isso imagino, será que os tamanhos variam? Ou a oferta/demanda é que difere?
Ou ainda, será que tudo não passa de uma comparação ilógica da minha cuca!?
Interessante porém é que esses momentos de botija transbordante geralmente acontecem quando há dias não me esvaziei diante dEle, por isso carrego tudo sozinha, o espaço é pequeno e delimitado. E quando, enfim, descubro meu erro volto a Ele, conecto-me e de novo os marcadores voltam ao zero, pronta para começar tudo outra vez!
* capacidade de ser social!
Também é assim com meu tempo, com meus pensamentos, com minha atenção, com minha memória, meus sentimentos, socialidade*, carinho, enfim, com todo meu "eu".
É por isso que muitas vezes a palavra "sobrecarregada" me define bem.
São aqueles momentos quando a oferta já se esgotou e ainda há demanda.
Já não tenho nada a oferecer e os pedidos não param de chegar.
Vejo pessoas que parecem sacos sem fundo nessas áreas, nunca parecem cheias, nunca esgotam.
Vejo outras que pelo contrário esgotaram quando eu ainda tinha um longo caminho a percorrer.
Por isso imagino, será que os tamanhos variam? Ou a oferta/demanda é que difere?
Ou ainda, será que tudo não passa de uma comparação ilógica da minha cuca!?
Interessante porém é que esses momentos de botija transbordante geralmente acontecem quando há dias não me esvaziei diante dEle, por isso carrego tudo sozinha, o espaço é pequeno e delimitado. E quando, enfim, descubro meu erro volto a Ele, conecto-me e de novo os marcadores voltam ao zero, pronta para começar tudo outra vez!
* capacidade de ser social!
terça-feira, 21 de março de 2006
TODAY
There are two ways of looking at life:
One way is to always wait for a better day, when what I want to do might be possible.
The other way is to do today what I can, knowing that tomorrow it might not be possible.
Though some times I may stumble into myself living in the first cathegory, I love living in the second one!
One way is to always wait for a better day, when what I want to do might be possible.
The other way is to do today what I can, knowing that tomorrow it might not be possible.
Though some times I may stumble into myself living in the first cathegory, I love living in the second one!
terça-feira, 14 de março de 2006
WHEN HE FINALLY COMES
Depois de uma visita a meu avô, muita conversa e muito pensar...
Algumas reflexões sobre o fim!
Para aqueles que não lêem inglês, desculpa... tem coisas que só sai assim! :)
When He finally appears
In His great glory and might
There will be nothing we can ride
He will look deep down our pride
When He comes at end
To marry His beloved friend
There will be no way to pretend
All our masks will come to an end
Then we will see
Then all will see
What lies in our hearts
And what we are truly made of
Then all will see
Then we will see
Who we really are
And who we´ve always pretended to be
May that day catch us not unprepared
May it not be a bad surprise
May we see now what has been beared
May we start now becoming wise
But how can we get ready?
If we are so easily deceived
We don´t know ourselves
And our hearts are so tricky?
Lord, search us now
Expose us now
May we know the truth
While there´s still time
Convince us now
Deal with us now
So we find our hearts
So purified
As white as snow
As pure as gold
In that great day
When you finally come!
Algumas reflexões sobre o fim!
Para aqueles que não lêem inglês, desculpa... tem coisas que só sai assim! :)
When He finally appears
In His great glory and might
There will be nothing we can ride
He will look deep down our pride
When He comes at end
To marry His beloved friend
There will be no way to pretend
All our masks will come to an end
Then we will see
Then all will see
What lies in our hearts
And what we are truly made of
Then all will see
Then we will see
Who we really are
And who we´ve always pretended to be
May that day catch us not unprepared
May it not be a bad surprise
May we see now what has been beared
May we start now becoming wise
But how can we get ready?
If we are so easily deceived
We don´t know ourselves
And our hearts are so tricky?
Lord, search us now
Expose us now
May we know the truth
While there´s still time
Convince us now
Deal with us now
So we find our hearts
So purified
As white as snow
As pure as gold
In that great day
When you finally come!
domingo, 22 de janeiro de 2006
POR ELE...
For one second, I´m without vision, out of strength, tired and even wondering why I´m doing what I´m doing - and all it takes is one second, one touch for heaven.
Vision is restaured, strength comes like a shot, and I know exactly who is Him that I live for, and who is the reason why I do what I do!
Once and again, in His presence it all makes sense.
Uma dose de Jesus nos torna imprestáveis para qualquer outra coisa, nos estraga para o mundo!
POR ESSE JESUS, POR ESSA VISÃO, POR ESSE TOQUE...
Eu abro mão...
... das coisas grandes,
... e das pequenas.
Eu abro mão...
... de banhos quentes,
... de sorvetes gelados,
... da companhia de minha família e amigos,
... da possibilidade de sucesso.
Eu abro mão...
... de minha reputação,
... da aprovação das pessoas que amo,
... da aparente paz,
... da liberdade de tomar minhas próprias decisões!
"E na verdade, todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições."
2Tm 312
Vision is restaured, strength comes like a shot, and I know exactly who is Him that I live for, and who is the reason why I do what I do!
Once and again, in His presence it all makes sense.
Uma dose de Jesus nos torna imprestáveis para qualquer outra coisa, nos estraga para o mundo!
POR ESSE JESUS, POR ESSA VISÃO, POR ESSE TOQUE...
Eu abro mão...
... das coisas grandes,
... e das pequenas.
Eu abro mão...
... de banhos quentes,
... de sorvetes gelados,
... da companhia de minha família e amigos,
... da possibilidade de sucesso.
Eu abro mão...
... de minha reputação,
... da aprovação das pessoas que amo,
... da aparente paz,
... da liberdade de tomar minhas próprias decisões!
"E na verdade, todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições."
2Tm 312
terça-feira, 27 de dezembro de 2005
SUKA NEWS - FIM DE ANO
Viver com Deus nunca é chato ou entediante. Pode ser desafiador, cheio de aventuras, ou ainda uma caminhada dura e dolorida, mas nunca entediante.
“Acho que nunca pensei em tantos assuntos, meditei em tantos conceitos como tenho feito esse ano. Sinto que meus fundamentos se fortaleceram desde o início de 2005.”
Escrevi essa frase acima na minha agenda, e é um pequeno resumo do meu ano. Agora não há incerteza, nem consigo duvidar que a vontade de Deus realmente era que eu passasse esse ano no Brasil. Posso ver como ele me desafiou, abalou muitas coisas dentro de mim, fortalecendo o que eu creio e para que eu tivesse ainda mais certeza sobre o que ele quer para minha vida. Esse processo se deu através das muitas portas que ele abriu, oportunidades que me deu de aprender e compartilhar com outros.
Ajudar papai no curso, planejar diferentes encontros, participar desses mesmos encontros, viajar e falar em diferentes igrejas e, mais do que tudo, passar tempo com pessoas preciosas que Deus colocou ao meu redor nesse tempo, foram algumas ferramentas importantes que Deus usou para me moldar um pouco mais e me transformar naquilo que ele sonha que eu seja.
Conforme 2005 chega ao fim, minha mente está cheia de pensamentos e planos para o futuro. Mas antes de escrever sobre esses planos, vou contar um pouco do que aconteceu desde minha última carta.
“Acho que nunca pensei em tantos assuntos, meditei em tantos conceitos como tenho feito esse ano. Sinto que meus fundamentos se fortaleceram desde o início de 2005.”
Escrevi essa frase acima na minha agenda, e é um pequeno resumo do meu ano. Agora não há incerteza, nem consigo duvidar que a vontade de Deus realmente era que eu passasse esse ano no Brasil. Posso ver como ele me desafiou, abalou muitas coisas dentro de mim, fortalecendo o que eu creio e para que eu tivesse ainda mais certeza sobre o que ele quer para minha vida. Esse processo se deu através das muitas portas que ele abriu, oportunidades que me deu de aprender e compartilhar com outros.
Ajudar papai no curso, planejar diferentes encontros, participar desses mesmos encontros, viajar e falar em diferentes igrejas e, mais do que tudo, passar tempo com pessoas preciosas que Deus colocou ao meu redor nesse tempo, foram algumas ferramentas importantes que Deus usou para me moldar um pouco mais e me transformar naquilo que ele sonha que eu seja.
Conforme 2005 chega ao fim, minha mente está cheia de pensamentos e planos para o futuro. Mas antes de escrever sobre esses planos, vou contar um pouco do que aconteceu desde minha última carta.
continuando...
E agora, à melhor parte, os planos...
Quando voltei de Moçambique no início desse ano, eu sabia que voltaria para África. Não sabia quando ou como, mas que eu voltaria. Com o passar do tempo, isso se tornou ainda mais certo e claro. Tudo que eu via ou ouvia eu pensava “Como poderia aplicar isso à igreja em Moçambique?” Eu tinha que voltar, e não devia mais tardar em falar com o Rod e a Ellie (diretores da missão) sobre isso. Falei com eles, e aos poucos meus pensamentos abstratos foram tomando forma e cor. Conclusão: estarei voltando para Afrika Wa Yesu, em Moçambique no início de 2007.
Meus planos são de trabalhar com Jeff e Nicky Reetz que estão abrindo um novo centro de treinamento em Nakala, norte de Moçambique. Eu amo Inhaminga, onde passei três anos, mas me senti muito desafiada com esse novo lugar, um trabalho pioneiro, no meio de uma maioria muçulmana. Vou ajudar com a escola bíblica e também trabalhar com jovens, no discipulado, planejando conferências nas vilas da área e talvez no futuro passando mais tempo nas vilas onde ainda não existem igrejas. Só de escrever isso fico tão animada que quero viajar amanhã mesmo! Mas antes de ir, há muitas coisas que precisam acontecer!
Um dos motivos porque voltei para o Brasil foi que queria mais preparo em áreas práticas que eu pudesse usar para ajudar pessoas lá. Eu queria fazer um curso técnico de enfermagem. Mas falando com várias pessoas, percebi que eu não deveria fazer só um curso normal, porque eu não queria tanto o conhecimento usado nos hospitais. Eu queria aprender o que fazer quando não há hospitais, médicos ou ambulâncias por perto, o que é a situação das vilas que visitamos em Moçambique! Então encontrei um ótimo curso em Brasília, em janeiro e fevereiro do ano que vem. É uma missão que está oferecendo e foi formulado justamente para pessoas que querem ir para África, então acho que vou aprender exatamente o que quero. Ainda não sei se vai ser o suficiente (apesar de ser intensivo, são só dois meses), mas acho que vai ser um bom começo, e não achei outro curso acessível do jeito que eu queria.
Depois desse curso vou estar levantando meu sustento para poder voltar para Moçambique. Sei que muitas pessoas têm o coração em missões e gostariam de contribuir com a obra de Deus em Moçambique. Estou confiando que Deus me colocará em contato com as pessoas certas e os recursos virão no seu devido tempo!
De volta ao pensamento inicial dessa carta, servindo ao Deus que nos criou, cheio de planos como ele é, como podemos viver um vida chata?!
Minha oração é que cada um de vocês ouça Sua voz, sinta Seu direcionamento e encontre o sentido da vida nEle, todos os dias! Esse é o verdadeiro viver!
Quero ouvir de cada um de vocês!
A serviço dEle,
Com muita Alegria,
Susana Walker.
Quando voltei de Moçambique no início desse ano, eu sabia que voltaria para África. Não sabia quando ou como, mas que eu voltaria. Com o passar do tempo, isso se tornou ainda mais certo e claro. Tudo que eu via ou ouvia eu pensava “Como poderia aplicar isso à igreja em Moçambique?” Eu tinha que voltar, e não devia mais tardar em falar com o Rod e a Ellie (diretores da missão) sobre isso. Falei com eles, e aos poucos meus pensamentos abstratos foram tomando forma e cor. Conclusão: estarei voltando para Afrika Wa Yesu, em Moçambique no início de 2007.
Meus planos são de trabalhar com Jeff e Nicky Reetz que estão abrindo um novo centro de treinamento em Nakala, norte de Moçambique. Eu amo Inhaminga, onde passei três anos, mas me senti muito desafiada com esse novo lugar, um trabalho pioneiro, no meio de uma maioria muçulmana. Vou ajudar com a escola bíblica e também trabalhar com jovens, no discipulado, planejando conferências nas vilas da área e talvez no futuro passando mais tempo nas vilas onde ainda não existem igrejas. Só de escrever isso fico tão animada que quero viajar amanhã mesmo! Mas antes de ir, há muitas coisas que precisam acontecer!
Um dos motivos porque voltei para o Brasil foi que queria mais preparo em áreas práticas que eu pudesse usar para ajudar pessoas lá. Eu queria fazer um curso técnico de enfermagem. Mas falando com várias pessoas, percebi que eu não deveria fazer só um curso normal, porque eu não queria tanto o conhecimento usado nos hospitais. Eu queria aprender o que fazer quando não há hospitais, médicos ou ambulâncias por perto, o que é a situação das vilas que visitamos em Moçambique! Então encontrei um ótimo curso em Brasília, em janeiro e fevereiro do ano que vem. É uma missão que está oferecendo e foi formulado justamente para pessoas que querem ir para África, então acho que vou aprender exatamente o que quero. Ainda não sei se vai ser o suficiente (apesar de ser intensivo, são só dois meses), mas acho que vai ser um bom começo, e não achei outro curso acessível do jeito que eu queria.
Depois desse curso vou estar levantando meu sustento para poder voltar para Moçambique. Sei que muitas pessoas têm o coração em missões e gostariam de contribuir com a obra de Deus em Moçambique. Estou confiando que Deus me colocará em contato com as pessoas certas e os recursos virão no seu devido tempo!
De volta ao pensamento inicial dessa carta, servindo ao Deus que nos criou, cheio de planos como ele é, como podemos viver um vida chata?!
Minha oração é que cada um de vocês ouça Sua voz, sinta Seu direcionamento e encontre o sentido da vida nEle, todos os dias! Esse é o verdadeiro viver!
Quero ouvir de cada um de vocês!
A serviço dEle,
Com muita Alegria,
Susana Walker.
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