terça-feira, 26 de abril de 2005


Meu priminho Artur (LINDO) e eu

ESMALTES E PESSOAS

Estive pensando... que perigo!

Será que a cor do meu esmalte tem alguma coisa a ver com minha personalidade?

Está rindo, né?! Mas é verdade... explico:

Na última quarta-feira passei vinho nas unhas, pela primeira vez. Minha inspiração foi uma carioca muito bacana que conheci no feriado da Semana Santa. Ela estava usando vinho! Achei tão lindo e, pela primeira vez, deu a maior vontade de passar. Já tinha passado azul, verde, mas vinho, era algo novo! Pois então, passei logo antes de viajar para visitar meus parentes em Brasília!

Saí de casa a tardezinha, tinha que pegar uma van (lotação/perua - como quiser chamar) para a rodoviária e lá fui eu, com meu esmalte mal seco e muita empolgação. Para minha surpresa, entra na van um pregador, evangelista, todo engravatado, no maior calorão! Ele distribuiu umas folhas velhas cobertas com plástico, enquanto falava sem parar. Suas palavras, assim como aquelas escritas no papel eram vazias. Falavam de amor ao próximo, tentavam exortar à doação, mas sem base, sem dados ou fatos concretos. Seco, duro, sem graça! Fiquei tão triste! Pensar que uma pessoa com tamanha boa vontade, coragem e disposição gastava tanto suor para tão pouco resultado!
Pensei em como eu não poderia criticá-lo, já que ele estava fazendo algo que eu não estava... talvez devesse!
Mas por outro lado... será que os filhos de Deus não podem mostrar um pouco mais de "profissionalidade", ou em outras palavras, ser um pouco mais eficientes, objetivos, claros no que fazem? Fiquei pensando em como aquele sincero obreiro, seria muito mais eficiente, se em vez de simplesmente apelar para a "caridade" de pessoas desconhecidas e desconfiadas da van, mostrasse um folheto com mais fatos, falasse um pouco do que seu grupo estava fazendo para ajudar ao próximo, tentasse passar integridade e não só colocar culpa nos passageiros que não ajudavam!
"In the spur of the moment" (ou talvez afetada pelo esmalte vinho) perguntei para ele o que mesmo era o que eles faziam naquela instituição. Só para confirmar minhas desconfianças (de que ele fazia tudo de boa vontade, mas sem muita competência), ele disse que isso não era setor dele, era papel de outras pessoas; a parte dele era só, "ser humilhado pelas pessoas" e arrecadar dinheiro para uma obra que ele não sabia qual era!
No final a conversa foi para o lado errado, pois ele me perguntou de que igreja ela e tive que confessar que sou de uma igreja sem nome que vive brigando para saber se é ou não igreja! :)
Enfim, tentei o máximo não discutir (especialmente com uma platéia cativa ao redor), mas mostrar-lhe que o fato de minha "igreja" ter nome ou não, e ter prédio ou não, não modificava o fato de ele realmente, desesperadamente precisar saber o que era feito do dinheiro que ele arrecadava!
Ele saiu um pouco atordoado, com certeza pensativo... será que foi o esmalte?!

Depois que desci da van, andei até a rodoviária cheia de animação. Ainda faltava meia hora para meu ônibus sair e eu podia praticar um dos meus hobbies: observar pessoas! É super divertido!
Mas nesse dia, não sei se por causa do esmalte, nem deu muito para observar pessoas, antes de puxar papo com um garoto que também esperava por um ônibus.
"Que horas são?" - "Que horas é o seu ônibus?" - "Para onde você vai?"
Foi o início de meia hora de papo. Dessa vez sobre esportes radicais. Ele morava em Brotas, estava morando em Campinas para fazer cursinho. Brotas - terra de esportes radicais - rafting, rapel!! Já viu que foi conversa que me interessou... se eu sei bem do assunto, ninguém sabe - mas que o esmalte ajudou, ajudou!

Meu ônibus chegou... para completar minha tarde/noite descontraída e conversadeira com estranhos, sentei do lado de um Sul Africano. Quem diria, em pleno São Paulo... era de Durban, estava fazendo intercâmbio, só 3 meses no Brasil, mas já falava bem o português. Papeamos em inglês... tudo bem que tava escurecendo, mas sei que o esmalte ajudou!!

Na hora de dormir fiquei pensando: "Puxa, viajo tanto sozinha. Às vezes converso com uma ou outra pessoa, mas nunca com tantas pessoas tão rapidamente! O que será que deu em mim?" Só consegui chegar a uma conclusão:

Foi culpa da Faninha... minha prima que passou o esmalte vinho em mim!! :)

segunda-feira, 25 de abril de 2005

domingo, 17 de abril de 2005

DE VOLTA AO LAR

Monte Mor, 13 de abril de 2005
DE VOLTA AO LAR, LOUCO LAR...

Já faz mais de dois meses que cheguei em casa e muitos amigos têm me perguntado, por email, se eu estava aproveitando minhas férias, ou o meu descanso em casa. “Bem” – é minha resposta - “Estou gostando de estar em casa, mas não é nada parecido com férias ou descanso!” Férias foram os dois meses em Moçambique, Zimbabwe e Romênia: viajando, passando tempo com amigos preciosos, conhecendo novas pessoas, vendo novos lugares e aproveitando cada segundo...
Agora em casa, o tempo pode ser descrito mais como uma maratona do que como férias!! J

O que eu tenho feito?
Bom, essa é uma pergunta difícil de ser respondida! Nas primeiras duas semanas eu tive que mudar minhas espectativas e me acostumar com o fato que eu não conseguiria fazer tudo o que eu queria na rapidez que eu gostaria! Seria impossível e frustrante se eu tentasse, simplesmente porque haviam muitas outras coisas para fazer(além do que eu esperava) e muitos imprevistos e demoras!

Ministério:
No fim de Janeiro, fui para um encontro de jovens que meu pai tinha planejado. Falei uma noite (bom, chorei mais que falei sobre Sora Maria – senhora romena sobre quem escrevi na última carta) e participei das reuniões dos próximos dois dias, quando meu pai e minha prima pregaram.

Durante o Carnaval (não, não fui pular no Rio, nem na Bahia) participei de um acampamento de jovens em uma igreja Vineyard em Bauru, com meu pai, meu irmão e uma amiga, Marcella. Pregamos lá e em outro acampamento na mesma cidade de outra igreja. Os jovens lá foram muito receptivos e tivemos um bom tempo no louvor. Eles tinham um ótimo grupo para dirigir, com músicas traduzidas do inglês (que eu conhecia, ehh!) e outras que eles tinham escrito (muito boas)!

Durante a semana de Páscoa, passei 5 dias no Rio. Tinha sido convidada para um Congresso de Jovens, desde o início de Fevereiro. Eu não conhecia ninguém lá. Eles tinham ouvido de mim, por um rapaz (que eu também não conhecia), mas que tinha vindo nos encontros em Campinas e conhecia minha família! Imagina!?
E foi ótimo!! Três igrejas participaram, bem distintas uma das outras. Uma mais conservadora e outras bem liberais! Foi interessante ver a boa interação entre os jovens mais “normais” que amavam a Deus, mas tinham um perfil mais “comum” com os outros mais “doidinhos”, que também amavam a Deus, mas livres das drogas, expressavam esse amor de maneira mais, digamos, “extravagante”! Enquanto alguns demonstravam sua adoração com um levantar de mãos compenetrado, outros pulavam, rolavam, gritavam!! Todos parte do mesmo corpo!
Bom, só preocupou um pouco o pastor da igreja conservadora, quando viu “seus” comportados jovens começarem vir à igreja de shorts!
Mas nada que não fosse solucionado! :)
O Espírito Santo estava bem presente em várias reuniões, especialmente durante o tempo de louvor e adoração. Compartilhei sobre missões em uma das manhãs e fiquei muito feliz em conversar com vários jovens que estavam sentindo um chamado para servir a Deus dessa maneira!
Eles precisam de direção, treinamento, conselhos! Irão precisar de insentivo e muita ajuda dos seus líderes! Oro para que Deus mantenha essa chama acesa nos seus corações e que direcione o fogo no rumo certo!

Ajudando meu Pai:
Uma das principais razões porque voltei para o Brasil foi para ajudar meu pai nas muitas coisas que ele faz. Foi no final de fevereiro que realmente comecei a me envolver mais com isso.

Uma das áreas em que tenho ajudado é planejando eventos: Encontros de Pastores, de Jovens, da Impacto (http://www.revistaimpacto.com.br/)! No final de Fevereiro eu ajudei nos bastidores (como diz minha prima Eliza) de um Encontro de Pastores e também pude participar das reuniões. Foi um grande privilégio, já que a Palavra foi muito profunda.

Depois disso começamos a organizar os uma base de dados de contatos. Meu pai tem emails, endereços e telefones espalhados em vários lugares diferentes (com várias pessoas que o ajudam em diferentes projetos). Então, estamos tentando organizar tudo junto para poder estar facilmente em contato com quem geralmente está interessado em participar dos eventos!

Pouco depois do Encontro de Pastores, o “Curso de Preparação Profética” começou. É como uma escola bíblica, com duração de 4 meses. Os alunos vêem de todos os lugares do Brasil (do Acre ao Rio Grande do Sul). Esse semestre também temos alguns internacionais: dois de Portugal, uma moça dos EUA e uma brasileira que estava vivendo na Bolívia. A maioria deles já têm certa profundidade na Palavra e já tiveram algum ministério em suas igrejas locais. Eles vêem para um tempo de busca, oração e renovação das mentes através de aprender mais da Palavra de forma consistente. (http://www.revistaimpacto.com/new/index.php?action=cpp)
A ênfase é buscar o coração de Deus para Sua Igreja HOJE, e qual o nosso papel na preparação da Sua Noiva Gloriosa.
Algumas das aulas são: As Sete Alianças, Evangelho Profético, Intercessão Profética, o Caráter do Profeta, Dons do Espírito e a História da Igreja.
Esse semestre tenho assistido a maioria das aulas, como aluna, e também ensinado uma matéria: O Sentido Profético das Festas.
Além disso, tenho ajudado nas saídas dos alunos nos finais de semana. Como a teoria deve estar sempre unida à prática temos visitado uma Casa de Recuperação de Drogados, visitado Grupo de Jovens nas igrejas para construir relacionamentos e feito Evangelismo na Praça onde o pessoal fica nos sábados a noite (apelidado: Bobódromo). Todos da equipe da escola têm ajudado em uma das saídas, e por isso, e só por isso, fui capaz de manter minha sanidade! J

Vida Pessoal:
Já consegui colocar a maioria dos meus documentos em ordem. Cinco anos fora do Brasil, um assalto onde todos meus documentos (os que eu tinha pelo menos) foram roubados, me deixaram completamente “desdocumentada”. Então tive que tirar: outro CIC, título de eleitor e transferir minha carteira de motorista... que só consegui essa semana! Tanta burrocracia... como diria meu pai.

Nos finais de semana, visitei alguns parentes que vivem mais próximos e outros amigos!

Qual a cena do futuro?

Longo prazo:
África, Moçambique, Afrika Wa Yesu estão ainda bem fortes no meu coração e mente. Em tudo o que tenho planejado, levo em consideração como aquilo será útil ou não para “quando eu voltar”! Eu sinto que preciso investir na minha vida, nesse tempo aqui, de maneira a tornar-me mais útil e relevante às necessidades que vi.
Ainda não sei quando, como e o que farei, mas há muitos sonhos e desejos. O que resta é saber quais são os pensamentos de Deus sobre esses planos e desejos. Tenho certeza que, assim como tem sido até aqui, Ele continuará me guiando de forma definida. Uma coisa que tem ficado muito claro para mim é: “É vontade de Deus que nós façamos Sua vontade!”
Então se buscamos fazer Sua vontade, não precisamos temer, Ele não nos enganará!

Curto Prazo:
Talvez começarei a ensinar Inglês em uma escola em Campinas. Estou na semana de treinamento e provavelmente começarei a dar aulas na semana que vem.
É uma ótima escola. Eles só trabalham com empresas multinacionais, têm um nível bem exigente e um bom salário!
Se tudo der certo vai ser muito bom, já que estou seriamente considerando a possibilidade de fazer um curso técnico de enfermagem que custa $$$!
Como disse, não faltam planos!! Só preciso encontrar quais deles estão no coração de Deus para esse tempo! E é aí que estou agora, buscando Deus me mostrar para onde ir, o que fazer e como investir meu tempo durante essa época aqui no Brasil!

Em resumo, isso é o que tem acontecido aqui! Vocês sabem que eu poderia escrever uma página de cada parágrafo acima, mas (relaxem) não farei isso! E tentarei escrever mais frequentemente para não ser tão looooooooonga! J

Espero ouvir de vocês também! Tenham um dia maravilhoso!

À serviço dEle,
Com muita Alegria,

Susana Walker.